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terça-feira, 3 de julho de 2007

Feliz Aniversário? Feliz???? Como assim????????

É amigos... esse limão que vos fala completa hoje 25 anos dependurada no pé. Você tem noção que isso é um quarto de século???? Como não poderia deixar de ser, já que eu odeio tudo, também não gosto de fazer aniversário. Coisa chata isso de ficar mais velha. Sou Peter Pan total. Tô quase dando birra (batendo os pezinhos no chão) aqui pra não ficar velhinha-caduca. Tô psicada, fico olhando no espelho de pertinho, em vários ângulos, pra ver se acho a ruga comemorativa. Graças à maravilhosa genética de papi e meu banho de formol noturno, nem sinal dos "sinais do tempo". Ainda passo por uma debutante tranquilamente. Nem na boate me deixam entrar se eu não mostrar a identidade. Outro dia fui fazer ficha numa loja de departamentos e a tia me perguntou candidamente se eu já era de maior. Ô querida, tem só sete anos que eu posso ser presa. Falando em "de maior", crise mesmo eu tive quando eu fiz 21. Putz, já pensou que responsa, ser adulto mesmo, sem desculpas para suas atitudes tresloucadas. Não podia nem por a culpa nos hormônios adolescentes mais. Anyways, outro dia o namorido achou um fio claro na minha cabeleira e já veio esfregando na minha carinha-linda: "olha um fio de cabelo brancooooooo....". Que nada meu amor, é um fio lindo-leve-e-loiro, parte das luzes que eu fiz. Eu, hein. Essa coisa de envelhecer é ainda mais chata porque você tem que se portar diferente, só por causa de um mísero numerozinho. Daqui a pouco vão dizer que eu não posso ficar vidrada nas Barbies quando entrar na loja de brinquedo, ou que não posso ostentar meu chaveiro e-nor-me da Hello Kit, ou que não posso amar tudo que é cor-de-rosa. Ser (cada vez mais) adulto é muito chato. Definitivamente.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Dotô, tô sofrendo de ansiedade no meu rim e no meu baço

Sempre que a gente pára num semáforo é uma chateação, com aquele povo vendendo coisas ou pedindo ou jogando fogo pro alto. Mas de vez em quando tem um que entra pros registros. Ontem foi engraçado. É que dentro do carro estavam duas primas minhas, ambas com curativos enormes no nariz, por causa de cirurgia plástica que elas fizeram (detalhe: fizeram no atacadão, as duas juntas). O cara foi chegando perto do carro com aquela “cara de dó”, olhou pra elas, tomou um susto e soltou um “Tá foda, hein?!?! Meu menino também foi atropelado.” Claro que todo mundo dentro do carro transbordou de rir, e o cara lá fora sem entender por que um acidente de trânsito poderia ser tão engraçado.
Mas o melhor ainda estava por vir, porque ele ignorou nossas gargalhadas e começou com aquele papo de meu filho está no hospital, precisando disso, daquilo, blah blah blah wiskas sachê. Claro que o papel que ele estava segurando pra “provar” como a vida foi cruel com o filho dele aparentava ter no mínimo uns 3 anos de uso diário em semáforos. De qualquer forma, um segundo antes que o sinal abrisse, ele soltou a pérola: dentre tantas mazelas, o moleque foi diagnosticado com “ansiedade generalizada”.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

King Kong está à solta...

Imagina que você tem uma pessoa no seu MSN que tem o mesmo nome do seu namorado. Imagina que você vai conversar com essa pessoa pensando que ela é o seu namorado. Imagina que você adiciona essa pessoa a uma conversa com suas amigas e fala um monte de besteiras (como sempre acontece entre amigas). Imagina que você só descobre isso quando muito tempo depois seu namorado simplesmente te fala que nunca participou da conversa citada. Imaginou? Micão, né?

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Tempos modernos

Eu sou campeã de presenciar diálogos insólitos. Mas esse foi insuperável. Eu tava estacionada nas proximidades de uma delegacia, não me lembro bem por que cargas d’água (antes que vocês comecem com as gracinhas, não, eu não tinha ido na delegacia, não tava pagando fiança e não tinha sido presa.). Tinha duas moças sentadas na calçada, perto do carro. Eu fiquei abelhando a conversa, já que não tinha nada melhor pra matar o tempo.

Ela: Nossa fulana, você sabia que daquele lugar ali dá pra ver lá no pátio onde os internos tomam banho de sol? E tem cada preso lindo minina...

Não lembro se a outra concordou, discordou ou só ficou absurdada quiném eu.
Mas pensamento vai, pensamento vem, eu lembrei de uma reportagem sobre as mulheres que visitam seus companheiros na cadeia. Uma delas tava dizendo que prefere mil vezes ser mulher de preso. Segundo ela, homem honesto não dá valor na mulher, os presos é que dão. Os valores mudaram muito, né? Deve ter saído de moda ser honesto e ninguém me contou.

Já estou até imaginando um anúncio nesses sites de paquera: "Procuro homem para relacionamento duradouro. Tenho preferência por morenos, sem filhos e que tenha cometido algum delito leve. A ficha criminal conta pontos, quanto maior, melhor."

quarta-feira, 30 de maio de 2007

Não adianta, o destino é sempre o mesmo

Sou só eu que acho uma coisa muito inútil essa onda de fazer papel-higiênico diferenciado? Tem com desenhozinho em alto-relevo, colorido, perfumado, com maciez extra, folha dupla, tripla, diabo-a-quadrúplica, com n “sabores” (como diria o meu pai) pra você escolher. Tudo isso pra um produto que tem uma das funções menos nobres que um produto pode almejar. Daqui a pouco vão inventar um que toque musiquinha enquanto você limpa a bunda.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Abre a boca e fecha os olhos....

Ela: Esse Wiskas sachê deve ser gostoso mesmo, a minha gata fica doida quando dou pra ela. O cheiro pelo menos é delicioso, se o gosto for igual...

Ele: Que nada, é só o cheiro mesmo, porque não tem gosto de nada.

Ela: Ué, como é que você sabe que não tem gosto de nada.

Ele (percebendo que confessou): Eu provei....

Confesso que eu já tive curiosidade de experimentar, afinal o cheiro é convidativo, mas achei engraçado achar alguém que teve coragem de chegar às vias de fato...

quinta-feira, 10 de maio de 2007

Pílulas do cotidiano

Eu vi minha própria genitora falar "agora eu me FIDO", quando ela queria dizer "agora eu me FODO". Acho que é uma técnica de xingar sem cometer nenhum pecado.

Eu vi um homem, com roupas masculinas e nenhum trejeito homo usando lápis preto e rímel nos olhos.

Eu vi uma senhora bem velhinha na boate. Mas não era uma daquelas tiazonas que acha que é mocinha. Era uma vózinha, daquelas que usa xale, broche, colar de pérolas e tricota na cadeira de balanço.

Eu vi um rapaz que raspou toda a cabeça, exceto um rabo-de-cavalo bem comprido que ele deixou na nuca.

Não me levem a mal, acho que cada um tem o direito de falar, usar, ir, viver, fazer tudo da maneira que quiser. Isso é pra vocês verem que tem uma razão pra eu ser assim tão, digamos, crítica. É que eu vejo muita coisa "inusitada" na minha vida. E como cada um tem seus direitos, eu tb tenho o de me espantar e principalmente o de postar.

sexta-feira, 13 de abril de 2007

Praticamente uma lady

Gente, tem coisa mais chata que um zémané mexer com você na rua? Pior que isso só se esse zémané estiver na idade que permite ir no caixa preferencial ou for um "operário da construção civil". Por que tô falando disso? É que dia desses minha prima estava me lembrando de um dia que nós duas estavamos tranquilamente lagarteando numa pracinha, quando passou um aprendiz de zémané e mexeu com a gente. Sem titubiar eu soltei um arroto daqueles "mamãe-tomei-litrão-de-coca". Uma gracinha, né. Estou melancólica de pensar que eu era tão mais legal antigamente.